Inflação projetada para 2025 sobe para 5,65% e atinge 19 semanas seguida de alta | inflação | inflação 2025 | Banco Central
A expectativa de inflação para 2025 subiu para 5,65%, segundo o Relatório Focus do Banco Central, divulgado na sexta-feira (24). Esta é a décima nona semana de aumento consecutivo nas projeções de aumento do preço.
O avanço do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) preocupa, pois a taxa prevista já está acima do teto da meta do Banco Central, que é de 4,5% para o ano. O resultado sinaliza que os preços podem continuar subindo, afetando diretamente a população, principalmente no consumo de alimentos, combustíveis e serviços essenciais.
Inflação persistente impacta orçamento das famílias
A inflação acumulada nos últimos 12 meses está em 5,64%, enquanto a projeção para fevereiro indica uma alta de 1,37% no mês. A tendência de aumento reflete a pressão sobre os preços de itens básicos, como a alimentação, que já apresentou aumentos expressivos nas últimas medições.
O impacto é sentido principalmente por famílias de baixa renda, que destinam a maior parte do orçamento para despesas essenciais. A alta nos preços também prejudica o planejamento financeiro dos consumidores, que precisam lidar com custos mais altos sem um crescimento proporcional da renda.
O avanço inflacionário também compromete setores como habitação e transportes, que registraram reajustes significativos no último ano. O aumento dos combustíveis, por exemplo, influencia toda a cadeia produtiva, elevando os custos logísticos e pressionando ainda mais os preços ao consumidor.
Juros altos encarecem crédito e dificultam consumo
Diante da inflação persistente, o Banco Central mantém a taxa básica de juros (Selic) em 15% ao ano, o maior patamar desde agosto de 2023. O objetivo da política monetária é conter o avanço dos preços, mas a medida também tem efeitos colaterais para a economia.
Com juros elevados, o crédito fica mais caro, tornando mais difícil para as famílias financiarem bens de consumo, como imóveis e veículos. O setor produtivo também sente os impactos, já que empresas enfrentam maiores dificuldades para investir e expandir seus negócios.
A expectativa do mercado é que a Selic permaneça nesse nível por mais tempo, com apenas pequenos cortes a partir de 2026, quando a projeção é de 12,5% ao ano. Isso significa que o crédito deve continuar restrito e o consumo tende a seguir desacelerado nos próximos meses.
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